Epson inaugura Centro de Soluções para área têxtil

Epson inaugura Centro de Soluções para área têxtil

A Epson reuniu empresários do setor têxtil, influenciadores e imprensa para o lançamento de seu primeiro Centro de Soluções na América Latina focado na transformação digital da indústria têxtil.

O espaço de 200m2 possui equipamentos Epson de estamparia digital, de diferentes tecnologias, com o objetivo principal de mostrar ao empresário do setor a capacidade de alta produtividade em espaço reduzido. De acordo com a Epson, será possível produzir no espaço 20 mil camisetas estampadas (nas tecnologias DTG - direct to garment em diferentes configurações) e 200 mil metros quadrados de tecido por mês. Para uma produção analógica, o espaço precisaria ser dez vezes maior.

A cerimônia da abertura contou com a presença de executivos globais da Epson e de Keith Kratzberg, presidente e CEO da Epson Americas, que destacou ao público presente a importância para a Epson deste Centro e que o desenvolvimento de tecnologias para este mercado é ilimitado. A Epson segue focada em criar soluções técnicas com um trabalho contínuo de Pesquisa & Desenvolvimento.

 

As oportunidades no digital

Fábio Neves, presidente da Epson no Brasil, falou da trajetória e dos propósitos da companhia, sempre em busca de tecnologias compactas, precisas e eficientes. Atualmente, a Epson possui 75% de market share do mercado de impressoras EcoTank, além de 54% do mercado de projeção e 70% da impressão digital têxtil.

Neves ressaltou que, no geral, a indústria têxtil avançou pouco em tecnologia, tanto que atualmente apenas 8% da produção têxtil é feita com tecnologia digital. Porém, os números pesquisados pela Epson mostram uma virada desse quadro.

De acordo com a companhia, a pesquisa realizada em março de 2019 pelo IEMI - Inteligência de Mercado - mostrou que 71% dos empresários acreditam que o digital vai crescer nas empresas têxteis, com 24% dizendo que ela vai se manter e apenas 4% falando que vai reduzir. Dos 8% de produção com impressão digital atualmente, as estimativas são de que, em 3 anos, o valor chegue a 25% e, em 5 anos, que 38% da produção têxtil seja feita com tecnologia digital.

Para o presidente da Epson no país, o digital se destaca por sua maior produtividade, menor custo por metro quadrado, melhor qualidade de impressão, maior agilidade para atender novas coleções e maior apelo sustentável. Tudo isso tem ligação direta com a principal demanda atual que é a personalização das tiragens.

Neves lembrou que a tecnologia de sublimação da Epson nasceu no Brasil e só vem evoluindo, reforçando o convite para que os clientes usem muito o Centro de Soluções para entender melhor as capacidades dos equipamentos. A Epson informou ainda que o espaço terá mais de 90% de redução do consumo de água para a produção das peças e 40% na redução de emissão de carbono, atendendo aos apelos por maior sustentabilidade na indústria.

As tecnologias do Centro de Soluções

Evelin Wanke, gerente de negócios da Epson, apresentou à imprensa o Centro de Soluções, que ficará na sede da empresa na região de Alphaville, São Paulo. A especialista falou das capacidades da tinta pigmento para a impressão direta, que traz uma impressão mais ecológica e com menor consumo de água.

A tinta pigmento adere em qualquer tipo de tecido, sendo um diferencial importante quando se pensa em processos de produção digital em menores tiragens. No espaço, há camisetas, vestidos, puffs, sofás, todos com uso de tecido impresso produzido pelas soluções Epson.

Wanke reforça que o Centro é um laboratório para o cliente, pois a Epson teve como objetivo montar uma planta de uma indústria real, sendo uma fábrica inteligente, com uma produção completa em pequeno espaço.

A união Robustelli e Epson

Riccardo Robustelli falou com a FESPA Digital Printing sobre o lançamento do Centro de Soluções da Epson. A Epson adquiriu em 2016 a fabricante italiana de impressoras têxteis digitais Robustelli, e tem a Monna Lisa Evo Tre 16 como o destaque.

Robustelli lembra que já há máquinas da marca no Brasil em duas empresas, que trabalham com a Monna Lisa com a marca Epson, fazendo peças em tecido para decoração, camisetas e outros itens. Riccardo destacou a flexibilidade de opções como um destaque da Monna Lisa, pois o mesmo equipamento pode trabalhar, com facilidade, com tintas ácida, reativa, dispersa ou pigmentada, podendo assim aumentar as capacidades de produção.

O executivo falou também que há um aumento da demanda pela tinta pigmento e que os equipamentos Monna Lisa já estão apresentando esta possibilidade, simplificando processos e permitindo reduzir etapas, deixando seus proprietários preparados para o futuro.

A visão da moda por Reinaldo Lourenço

Parceiro da Epson, o estilista Reinaldo Lourenço conversou com os presentes no lançamento para reforçar que, na moda atual, “a tendência é não ter tendência”, a qual vai se basear no comportamento de cada indivíduo, com as pessoas comprando moda a partir de suas individualidades.

Para Lourenço, cada um vai ser seu próprio estilista e vai usar o vestuário com base no que a pessoa quer propor para o mundo, com peças mais duradouras e consumo consciente, sempre com o pensamento sustentável.

Monna Lisa Evo Tre 16

Monna Lisa Evo Tre é uma impressora têxtil digital industrial com base em Solução Total, com sistema integrado no qual o processo de impressão e secagem acontece sem interrupções, garantindo maior produtividade.

A Monna Lisa é equipada com 16 cabeçotes de impressão Epson PrecisionCore. A simetria das cabeças e o sistema de impressão bidirecional, combinados à tecnologia de gotas de tinta de tamanho variável, garantem precisão na reprodução de imagens. O equipamento imprime em qualquer tipo de tecido, mediante instalação dos diferentes tipos de tinta Genesta - ácidas, reativas, dispersão e pigmentadas.

SureColor F9370

A SureColor F9370 é uma impressora de sublimação que permite produção de nível industrial. Esta impressora é ideal para impressão de grandes volumes em alta velocidade, até 108 m2/hora. Foi desenvolvida com as últimas tecnologias do mercado, incluindo duas cabeças de impressão PrecisionCore TFP e as tintas UltraChrome DS com preto de alta densidade.

SureColor F2100 e F3070

Projetadas para impressão direta em vestuários de algodão, as SureColor F2100 e F3070 oferecem um sistema especializado que permite altas velocidades de produção. A F2100 vem sendo muito utilizada em lojas conceitos de grandes marcas que trabalham com peças personalizadas.

Desenvolvida para fornecer baixo custo total de operação em ambientes de alta produção, a SureColor F3070 é a primeira impressora DTG da Epson a utilizar a tecnologia de dupla cabeça de impressão e um sistema de refil de tinta a granel, proporcionando custo de tinta baixo e desperdício minimizado em comparação com os sistemas de cartucho. Esta impressora estará disponível ao público brasileiro em agosto.

Sustentabilidade e indústria têxtil

Além de ocuparem um espaço físico dez vezes maior, as estamparias analógicas consomem em média de 80 a 200 litros de água por quilograma de tecido estampado enquanto a impressão digital com tinta pigmentada utiliza apenas dois litros. Ao reduzir o consumo de água, diminui-se o volume de águas residuais enviadas para as usinas de tratamento e, por consequência, as emissões de carbono (cerca de 40%) que são liberadas nos processos de limpeza dessas águas.

A impressão digital têxtil une três fatores para a indústria: economia de custos, redução de tempo e aumento de qualidade. É possível imprimir em uma vasta possibilidade de design por conta de seu contexto de baixa tiragem, imprimindo imagens em alta resolução em todos os tipos de materiais.

“Estamos atendendo a uma demanda de mercado que pede por produtos personalizados, de maior valor agregado e mais agilidade no desenvolvimento de novas coleções”, explica o presidente da Epson no Brasil. Segundo Fábio Neves, a Epson busca promover a sustentabilidade em toda a cadeia produtiva, por isso as tintas utilizadas nos processos de estamparia possuem duas certificações ambientais essenciais à indústria: ECO PASSPORT da OKEO-TEX, que leva em consideração aspectos químicos, e ECOCERT, certificado ao GOTS (Padrão Têxtil Orgânico Global), que avalia a sustentabilidade desde a produção da fibra, até a manufatura levando em consideração questões ecológicas e sociais. Já o sistema bluesign garante que o produto final atende a requisitos de segurança do consumidor.