Confira como foi a live Acrílico e Comunicação Visual, com Ana Paula Paschoalino

Confira como foi a live Acrílico e Comunicação Visual, com Ana Paula Paschoalino

No último dia 13 de maio, a live da FESPA Digital Printing recebeu Ana Paula Paschoalino, diretora da VP Máquinas e presidente do CSMEG (Câmara Setorial de Máquinas e Equipamentos para Gravação, Impressão, Acabamento e Conversão), da Abimaq.

A conversa de Ana com o diretor da feira, Alexandre Keese, foi repleta de temas relevantes. Gestão de empresas e pessoas, financiamentos, como superar este momento e, claro, o poder do acrílico na Comunicação Visual e em outros setores estiveram entre os temas.

Você pode acompanhar a conversa completa no vídeo ou conferir os principais destaques abaixo. E se prepare: na FESPA Digital Printing 2020, de 23 a 25 de setembro, acontece a Arena Maker, um espaço especial para lidar na prática com acrílico e produzir objetos fantásticos! Você vai aprender cada etapa do trabalho, como dobra, colagem e outras, cada uma com suas técnicas específicas. E ainda vai levar para a casa o objeto produzido! Faça a sua inscrição gratuita para visitar a feira em: www.fespadigitalprinting.com.br/visitar.

E se a sua empresa é uma fornecedora de produtos ou serviços para a área dos acrílicos e termoplásticos, a FESPA Digital Printing 2020 é a oportunidade perfeita para apresentar sua solução a um público que está diretamente buscando entrar ou ampliar a participação no segmento. Seja um expositor da principal feira de impressão digital do país, entre em contato com nosso time de vendas para saber os detalhes.

 

 

Momento de reflexão e mudança

Ana Paula destaca que este é um momento para buscar mudar tanto pessoalmente quanto profissionalmente: “Estou aprendendo muita coisa nesse momento. O momento é igual para todos e o que fazemos dele é que muda. Estamos conseguindo ótimos resultados. E pela empresa ser familiar, não temos opção: temos que fazer dar certo”.

“Temos que acreditar na gente. Eu demorei para entender isso, mas nunca é tarde. Até os 40 anos, trabalhei muito sem ter resultados. E quando comecei a olhar para o fomento dos negócios, comecei a acreditar mais em mim e trabalhar “a empresa” e não só “na empresa”. Isso gerou muitos resultados”.

Ana Paula, que atua em uma empresa familiar, falou da importância de estruturar a empresa corretamente, com cada um sabendo qual seu papel e desempenhando suas funções. E destaca: “Precisamos entender a dor do cliente, como poder ajudar e como negociar, como trabalhar com seu produto, dando diferentes ideias de negócio. Temos que entender qual momento o cliente está passando até para optar o que seria melhor para ele”.

O contato direto é ponto central para o bom empresário: “Converso com os clientes e quando ele compra o nosso equipamento, passa a participar de um grupo online com os outros clientes. Eles se comunicam com a gente e entre eles. Muitos também são empresas familiares. E o que fazer para sobreviver? Vamos compartilhando as ideias, dando dicas, como trabalhar, o que fazer”.

O acrílico em meio à pandemia e nos novos tempos

Ana Paula cita que, como o Brasil foi o último a registrar os casos de Coronavírus, foi possível saber antes quais eram os problemas e como lidar com eles. Com essa experiência de fora, basta adequar o olhar. “O acrílico vai ser dividido entre antes da Covid / pós Covid. É um material nobre e tem pouco consumo. Ele vem se desenvolvendo e, quanto mais acrílico for comprado, mais barato será”, relata.

Essa será uma grande oportunidade de entender o uso do acrílico não apenas no mundo da Comunicação Visual, mas no uso médico, farmacêutico, alimentício. O acrílico não tem cheiro, é atóxico, leve, não deforma, entre outras características.

A diretora da VP Máquinas relata: “Então, nesse ramo do Covid, o que mais estamos fazendo: as cúpulas de contenção viral e os “face shields”, que tem toda a parte de estrutura de acrílico e a viseira em PTG, totalmente lavável. E quem está nesse ramo precisa ficar atento a outro ponto: as divisórias”.

A importância da divisória para a abertura de bares e restaurantes será fundamental. Os bares e restaurantes precisarão das divisórias para separar os clientes, nos caixas. Isso vai ser um grande avanço para o uso do acrílico no Brasil, que é muito baixo ainda, relata Ana.

“Nós usamos 10% do acrílico do que se usa na Itália, mesmo com a diferença de população. Então temos muito a crescer. E quando o comércio oferece álcool em gel, máscara, divisória, está mostrando respeito e cuidado com o cliente. Quem tem comércio precisará ter preocupação maior”, conta Ana, que adiantou que terá surpresas em totens em seu estande na FESPA Digital Printing.

Ir além com o acrílico

O acrílico já tem sua importância na comunicação visual, sendo muito usado nas fachadas. “As pessoas estão entendendo o quanto agrega valor trabalhar em um material um pouco mais sofisticado. Vamos ensinar tanta técnica legal na Arena Maker. Serão mais de 16 cores de acrílico, com o time da Sinteglas”.

Até para informar o acrílico é muito usado, através de display de elevador, de balcão, tudo que é preciso para ter uma visibilidade, é preciso usar algo que seja cristalino e um status legal, usando um produto que não trinque facilmente ou que turve a imagem. Ou seja, buscar áreas de valor agregado, como em brincos, perfumes e cosméticos.

Financiamentos

É fato que, atualmente, muitas empresas estão reavaliando, a cada dia, o seu negócio. E tem muitas dúvidas. A Abimaq possui um sério trabalho de orientação. Dentro da CMSEG, que é a Câmara onde está a área de impressão, os associados ou não podem fazer uma consulta sobre como ajudar na área de produção.

A equipe de financiamento da Abimaq fez um ebook explicando como conseguir fazer empréstimo em uma linha do BNDES para pequenas empresas. Você pode acessar o ebook em: www.abimaq.org.br/site.aspx/financiamentos-abimaq.

Ana explica que há muitas linhas de financiamento, mas é preciso “pedir certo”. A linha correta de pequenas empresas, por exemplo, tem um ano de carência. No material da Abimaq, há também todas as explicações, inclusive de financiamentos regionais. E há ainda a linha trabalhista, com empréstimo para folha de pagamento, com um dinheiro específico para folha de até dois salários mínimos, com juros baixos e carência.

Outra possibilidade é a parte de licitações e pregões, onde há muitas oportunidades. Então é preciso estar bem informado sobre os documentos necessários e tudo que é preciso. “Nós que estamos fazendo divisórias e atuando com comunicação visual, vamos ter trabalho por um bom tempo para ajudar na contenção ao Covid”, relata Ana, que prossegue:

“O que enxergamos: o governo e outras empresas vão precisar comprar materiais ainda, como conselhos regionais, entidades como Sesc e outros, em que são necessárias licitações. E saber como participar das concorrências é uma ótima oportunidade”.

Outro ponto é a exportação. Com o dólar alto, o produto brasileiro torna-se mais acessível. É relevante buscar possibilidades de exportação, se internacionalizar e buscar mercados que já passaram pela pandemia e precisam dos produtos que sua empresa oferece. A APEX (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) pode ajudar nesse ponto. E é possível até exportar através dos Correios.

Valorize você e sua empresa!

Ana Paula Paschoalino encerra com recados excelentes:

“Nós precisamos acreditar em nós mesmos, nos valorizarmos. Eu gero empregos, faço meus colaboradores lutarem por um sonho comigo. Eu sou alguém que está fazendo o Brasil crescer, somos grande fatia dos empregos. Acreditamos no nosso produto? Acreditamos no que a gente faz? Só passei a crescer quando comecei a me valorizar como empresária e pessoa. A gente dá emprego, a gente coloca nosso nome. É preciso ter paixão no que faz, você já tem o não, então vai atrás do sim! O mundo vai trazer conhecimento a partir do momento que você estiver pedindo”.

“Se você quer sair da guerra de preços, crie produtos! Busca um segmento, procura um foco. Há áreas excepcionais para atender, é uma área muito ampla. Restaurantes, farmácias, supermercados, os mais diferentes estabelecimentos. E é preciso entender a dor de cada cliente para poder dar o remédio para ele. E você pode unir isso à impressão, levando valor agregado, ou mesmo imprimindo uma mensagem bonita”.