Confira como foi a live A evolução da impressão digital, com Ricardo Pi

Confira como foi a live A evolução da impressão digital, com Ricardo Pi

O momento atual é de grandes desafios e o empresário que estiver bem informado estará mais preparado para o momento da retomada. Esse foi apenas um dos muitos tópicos debatidos na live ocorrida no último dia 20 de maio entre o diretor da FESPA Digital Printing, Alexandre Keese, e o diretor da Durst Brasil, Ricardo Pi.

A dupla de especialistas conversou sobre como estar preparado para atender a forte demanda que existirá no momento da retomada. E muitos outros temas foram abordados, como soft signage, displays inteligentes, rótulos, web to print e muito mais. Confira a conversa na íntegra no vídeo abaixo e, nesta matéria, insights do que foi citado na live.

E prepare-se: a FESPA Digital Printing 2020 acontece de 23 a 25 de setembro na cidade de São Paulo. Será o momento de conhecer, ao vivo, todos os equipamentos e insumos necessários para que a sua empresa tenha um papel essencial na retomada da economia. Faça o seu cadastro gratuito para visitar a feira em: www.fespadigitalprinting.com.br/visitar.

Empresas pequenas, pensamentos grandes

Alexandre Keese e Ricardo Pi relataram suas histórias de como começaram, ambos em empresas familiares e ligadas na indústria de impressão e comunicação visual. “Essa experiência me fez entender as dores das empresas. Normalmente, os negócios do nosso setor começam pequenos, familiares ou de pessoas que resolveram apostar em empreender após perderem os empregos”.

Para Ricardo, atualmente há muitos donos de empresa, mas poucos empresários. “São pessoas que continuam fazendo de tudo um pouco, sem uma estrutura e sem analisar as habilidades individuais. No começo, isso faz sentido, mas depois há dificuldades em focar em alguns pontos e identificar os produtos que realmente dão as margens necessárias”.

Pi reforça que é importante que a empresa se profissionalize como um todo, do dono aos colaboradores. “Know-how não se compra, se desenvolve. E ninguém é especialista em tudo. Tem que saber delegar, fazer curso de gestão de empresa, investir em treinamentos de funcionários. Se acha que fazer isso é caro, talvez ainda não saiba como trabalhar com erros e pessoas amadoras”.

Novos momentos

A live refletiu muito sobre o que será do momento da retomada da economia, para todos os portes de empresas. Para os dois especialistas, o momento vai separar as que estão das que não estão preparadas. E isso independe do tamanho da companhia, pois mesmo as pequenas que conseguiram identificar seu nicho podem alcançar um enorme sucesso.

Pi também enfatiza que, independente do momento, é preciso fugir da guerra de preços. “Você fala o preço por último, antes precisa falar do valor do que produz. Você recebe a cotação, fala do valor da empresa, das características do produto, a qualidade, garantia e, no final, fala do preço”.

E o que virá no futuro próximo? Ricardo Pi opina: “A gente já vinha num mundo muito colaborativo. As marcas estão muito interessadas em expressar seus valores, mais até do que o próprio produto. A gente vê isso nos comerciais. E eu vejo que as marcas vão se conectar ainda mais com seu consumidor. Principalmente para retomar a saúde pública e a rotina normal”.

Pi não tem dúvidas: “Teremos uma demanda acumulada e reprimida. Teremos uma retomada da demanda com a reabertura das lojas e shoppings. E nosso mercado vai precisar imprimir. Já sentimos isso nos estados já abertos do Sul”.

As marcas vão precisar mostrar que estão conectadas e que estão apoiando esse momento, ajudando e informando em um mundo conectado e colaborativo. “Vamos precisar colorir a mensagem das marcas. Vamos precisar de cor, mais do que texto, para superar esse tempo nebuloso. Vamos ter que colocar cores nos pontos de venda”.

Novos nichos

Pi entende que vamos precisar ser cada vez mais inteligentes e sutis no ponto de venda: “Vamos deixar de fazer propaganda direta e vamos ter displays que serão colaborativos e ferramentas. Displays como dispensers de álcool em gel. É uma propaganda que usa álcool em gel e é patrocinada por uma marca que criou o dispenser”.

Alexandre Keese concorda e considera que isso não será algo atemporal, será parte da nossa cultura daqui para frente. Há países que já começaram a voltar e seria interessante ficar atento a exemplos do exterior. Há muitas possibilidades e O Poder da Impressão é quem vai viabilizar todo esse processo.

Será preciso construir displays inteligentes pelas questões de restrição higiênica. Um exemplo serão displays não só de álcool em gel, mas até para lavar a mão, e teremos displays talvez com água de reuso, toalhas personalizadas que a pessoa pode levar para casa e reutilizar. Ou seja, nosso mercado precisará desenvolver novos produtos para essa nova realidade.

Têxtil

O Brasil é um dos únicos países que se usa lona para imprimir, diz Pi. “Para você transportar, você precisa de transportadora, precisa de estrutura para instalar, um profissional para fazer aquilo ficar bem esticado”.

E qual é a realidade na Europa e Estados Unidos: é soft signage. “Você imprime tecido, dobra, coloca no envelope e manda para onde você quiser no país pelos Correios. Ele recebe, abre, pendura e pronto, sem marca, bonito, leve, pode guardar para utilizar novamente”.

Pi prossegue: “Hoje não temos a cultura de soft signage. Hoje temos muita sublimação, mas você pode imprimir direto no tecido. Exemplo: as lojas da Apple possuem o backlight interno que é de tecido. A percepção é outra, muda a percepção do cliente”.

E voltamos, assim, para o ponto de olhar para o momento pós-covid para novas aplicações. “O soft signage no Brasil está atrasado, mas vai chegar. Ele pode ser mais caro, mas terá um enorme espaço. O valor é o que é percebido. Se você fizer seu cliente enxergar que é muito mais bonito, ele vai entender por que vai pagar mais”.

Nova configuração

“Com a volta à nova normalidade, vamos ter configuração diferente. Os insumos estarão mais caros porque o dólar subiu, vai ter que repassar ao cliente. E não fique com medo de repassar. Deixe seu cliente ir embora se ele não for lucrativo para você, proponha a empresas relações que sejam ganha-ganha”.

Será preciso enxugar e criar uma estrutura mais “smart”, reavaliar seu “plano de voo”, fazer mais com menos e entender que, mais importante que ser grande, é ser lucrativo. “O grande problema das empresas menores hoje é a não distinção entre pessoa física e jurídica. Ele consegue um bom projeto e coloca o dinheiro fruto dele no bolso, e assim faz dívidas. A empresa é pessoa jurídica e você física. Seu ganho tem que ser conforme o ganho da empresa. E precisa fazer sempre investimento, empresa existe para evoluir”, explica Pi.

Rótulos e personalização

O debate em nosso mercado gira também em torno da personalização. Pi relata que a área de rótulos foi a que menos sentiu o impacto da crise e foi o que mais cresceu dentro da Durst. “Os produtos continuam, só que os estoques das empresas ficam menores, e você precisa às vezes rotular uma quantidade mais baixa, e aí vai para o digital. O segmento digital de rótulos sentiu menos. Ele só não cresceu ainda mais por conta do momento do dólar e do euro. Caso contrário, teríamos um aumento desse mercado, com mais trabalhos indo do convencional ao digital. A demanda existe para impressão digital de rótulos”.

Web 2 Print

Pi traça um panorama das possibilidades do web 2 print: “Hoje temos poucos players fazendo. Temos uma plataforma completa. Quando você entra no site, pelo IP sabe a região que você está, e já vai calculando frete enquanto você constroi seu produto no site, conectando à transportadora”.

O web também te permite criar. “Preciso fazer uma placa de vende-se, por exemplo. Ele mostra o tamanho da placa na frente de uma casa, vai montando as cores, dá ideia de 3D, tem o preço. E nesse processo de web-to-print pode-se vender todos os tipos de impressão. E, dentro da empresa, todos os setores vão recebendo as informações em tempo real, com total integração”.

Novos modelos de negócio

Ricardo Pi dá uma dica: “Quando a gente acabar a pandemia, teremos o cenário de gente que tem máquina grande que vai precisar de trabalho e pequeno que vai imprimir mas não vai ter condições financeiras de adquirir uma máquina. Então eu proponho uma união, uma integração para um novo mercado”.

O especialista prossegue: “Podemos fazer um sistema em que as empresas menores, que estão pulverizadas no Brasil, podem, se não conseguirem produzir, ter um preço especial com as grandes empresas e fazer a roda girar. Como ela não terá dinheiro para comprar uma máquina grande, terá um parceiro para fazer esse trabalho”.

As empresas grandes, prossegue Pi, não enxergam os mercados regionais e municipais. “Vocês menores, que são de regiões distantes são muito importantes, porque vocês fazem o que o grande não faz. Você vai na loja, mede, planeja, faz tudo. O grande não tem condições pra isso. Eu realmente acredito que as pequenas empresas podem ser ferramentas para as grandes empresas e as grandes empresas podem ser grandes parceiras para as pequenas empresas. E vamos fazer o mercado girar”.

Pi conclui falando sobre máquinas: Não existe máquina boa ou ruim. Existe compra boa ou infeliz. A máquina boa é a que vai resolver seus problemas atuais com margem de no mínimo de 30%, para você crescer. Não compre máquina pelo que você tem hoje. Compre a máquina que resolva os seus problemas, existe a máquina para a sua necessidade. A aquisição de uma máquina é fruto de um projeto”.

E dá o recado final: Esteja preparado para voltar forte!