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Projeto social insere jovens na comunicação visual  

Redação FESPA Brasil

09 Dec 2024

Projeto social insere jovens na comunicação visual   

Buscar um futuro melhor por meio da comunicação visual para jovens carentes é um dos principais objetivos do Projeto Comunicação Visual de Portas Abertas. A iniciativa é liderada por Paolla Crestani, que fundou também a ABCV e o projeto CVUnida para transmitir conceitos relevantes sobre a comunicação visual.

Para entender mais sobre este projeto, sobre o compartilhamento de informações positivas e sobre a união do setor em um bem comum, conversamos com Paolla, que é também nossa FESPA Expert 2025

Então, se você quer falar com a Paolla Crestani pessoalmente, visite a FESPA Digital Printing de 17 a 20 de março de 2025 em São Paulo. Faça sua inscrição aqui: www.fespabrasil.com.br/pt/visite

Enquanto isso, confira a entrevista:

 


- O que é o Projeto Comunicação Visual de Portas Abertas?

O projeto envolve ensinar jovens - o que é Comunicação Visual - e nada melhor do que estar dentro de uma empresa de CV com a mão na massa. Nosso cronograma de ensino se divide em quatro etapas:

1) Mão na massa: vários setores operacionais: adesivação, montagem, pintura, operação de maquinário, modelação em 3D, designers e educação financeira;

2) Poder da meritocracia: jovens em situação de vulnerabilidade social escolhem um empreendedor, inserido em sua comunidade local, para construção e instalação de uma fachada, por meio da doação de insumos (ACM, ferragens);

3) Educação financeira, precificação e gestão: nesse processo, ensinamos que tudo tem uma etapa;

4) Fechamento do processo e feedback individual dos jovens: oportunidade de constatar o projeto e fazer balanço das atividades executadas.

Como nossa Escola de Comunicação Visual está em fase de construção, a ABCV vem desenvolvendo o projeto Comunicação Visual de Portas Abertas, a fim de possibilitar o primeiro contato dos adolescentes e jovens com o setor de CV.

A regra é mostrar as possibilidades de exercer uma atividade remunerada, incentivar a busca pelo seu desenvolvimento pessoal e profissional e estimular os estudos e empregabilidade.

 


- Como foi o feedback dos primeiros alunos do projeto?

Extremamente positivo! Os olhos brilhando, o interesse em aprender uma profissão e a expectativa de um futuro diferente daquele até então espelhado na comunidade em que estão inseridos.

Foi de grande valia e muito enriquecedor, sob os aspectos profissional e humano, ouvir jovens em situação de vulnerabilidade social, mostrar-lhes oportunidade de atividades profissionais variadas, como operador de impressora 3D, adesivador, projetista, empreendedor e executar, em conjunto, a construção de uma fachada.


- O que pode ser feito pelo setor para atrair e reter mão de obra qualificada para o nosso mercado?

A palavra-chave é educação. Toda minha trajetória profissional, como empresária do ramo e criadora do perfil CVUnida (rede social que mantenho há 2 anos e utilizo como diálogo direto com empreendedores do Brasil e outros países), indica a necessidade de capacitar e qualificar os colaboradores, ao aperfeiçoamento de suas atividades e, também, os empreendedores, para desenvolvimento de suas habilidades de gestão financeira e recrutamento.


- O quão importante uma feira como a FESPA Digital Printing é para o nosso mercado?

É a grande oportunidade de reunir os melhores profissionais dos ramos da impressão e comunicação visual para troca de experiências, observação de tendências do mercado, network do mais alto nível e se manter competitivo e atualizado.

Estou animada para me conectar a fabricantes, fornecedores e líderes da indústria, que impulsionam o crescimento e a inovação do setor. É uma realização profissional e pessoal o convite de atuar como Expert da FESPA, oportunidade em que poderei transmitir minha experiência de 16 anos como empresária de Comunicação Visual, CEO do Grupo InMarket, fundadora da CVUnida e presidente da Associação Brasileira de Comunicação Visual.

 


- Como mostrar ao jovem as oportunidades profissionais existentes na comunicação visual e como os agentes do setor (empresas, entidades, influenciadores, etc) podem ajudar a trazer estes jovens?

Cientes das dificuldades de ingressar no mercado de trabalho, de ter uma oportunidade, aprender um ofício, poder se qualificar e conhecer novas profissões, a ABCV permite a aproximação de adolescentes/jovens com o ramo da CV.

Sabemos que uma das maiores dores do setor de CV, hoje, é a ausência de mão de obra qualificada para suprir as demandas. Com nossa futura Escola de Comunicação Visual, almejamos conseguir formar novas gerações de profissionais e movimentar a indústria.

Empresas, de todos os ramos de atuação, estão convidadas a conhecer nossa cultura e a apoiar a Escola de Comunicação Social. Vamos, juntos, construir uma sociedade solidária, contribuir para o desenvolvimento pessoal e profissional de jovens em situação de vulnerabilidade e fomentar a Comunicação Visual. Seja um apoiador desse projeto.


- O que é a ABCV e por que ela foi criada?

A semente do sonho da primeira associação voltada para Comunicação Visual está plantada há muito tempo em meu coração. Neste ano, conseguimos que ela germinasse. Comemoramos agora, em 8 de novembro, a inscrição da ABCV no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas, concluindo, assim, os trâmites burocráticos de sua fundação.

A Associação Brasileira de Comunicação Visual é uma Organização da Sociedade Civil (OSC), que nasceu como Associação Privada, sem fins lucrativos, com a intenção de defender o ramo de atividade de Comunicação Visual, fortalecendo a categoria, ganhando ainda mais credibilidade e importância social ao buscar pela finalidade de relevância pública de inserção de jovens no mercado de trabalho, por meio da capacitação profissional e do aprendizado prático em empresas, visando ao desenvolvimento pessoal e profissional.

Assim, estamos fundando a Escola de Comunicação Visual, cuja missão é capacitar e qualificar, com excelência e gratuitamente, jovens em situação de vulnerabilidade social para todos os ramos da CV, divididos nos três grandes setores: operacional, tático e estratégico.

 

- Quem pode fazer parte do movimento?

O foco da ABCV é na parte social. Acreditamos que a nova geração de colaboradores e empreendedores de CV precisa conhecer nosso setor, aprender sobre seu funcionamento, possibilidades de atuação, crescimento e qualificação.

Pela minha experiência no ramo, vislumbro uma falha na gestão de pessoas e treinamentos. Inexistia, até então, uma Escola, onde seja fornecida, gratuitamente, formação profissional das várias frentes que englobam a Comunicação Visual.

Nesse contexto, a ABCV nasce com a função de formar mão de obra especializada. Buscamos parceiros para a caminhada conjunta, a fim de investir nesse projeto.

A ABCV terá um banco de vagas treinado de todos os setores e o adolescente/jovem passará por curso de gestão e saúde financeira. Acredito que essa é a solução para escalar nosso setor de Comunicação Visual e fomentar a indústria, com o crescimento de novas empresas.

- Como é o desafio de levar boas informações aos profissionais de comunicação visual? Qual a principal barreira nesse sentido?

Durante dois anos de live e após visitas a empresas em outros Estados, entendi que o ramo é bastante desunido e esse foi meu maior desafio. Com essa visão que o setor tem, levei algum tempo para conseguir quebrar essa barreira. O perfil CVUNIDA foi criado para que uníssemos nosso setor e os atraísse para uma nova linguagem.

Hoje, os seguidores da CVUNIDA entendem o poder do network, que é extremamente necessário entender de gestão de pessoas e sair da operação do seu negócio. Romper com esse sistema de muitos anos "precificação por metro quadrado" e "modo EUpresa" me levou muito tempo, mas, hoje, percebo que isso está mudando.

Sou muito motivada a levar conhecimento e trocar experiências. Mantenho um diálogo ativo com jovens e experientes empreendedores, a fim de educar o ramo e tento ser o mais transparente possível. Falo das minhas dificuldades iniciais, os percursos que me levaram a ser consolidada no mercado de Comunicação Visual, onde errei, como saí do operacional para me dedicar à parte estratégica, de que modo investi meu tempo e dinheiro em me especializar numa área, entre outras coisas.

Com muito network com donos de supermercados, entendi que nosso ramo deve ser tão unido quanto o ramo deles. Vejo, cada vez mais, o setor supermercadista crescendo cada vez mais, com suas associações e união. Daí veio minha estratégia de educar e unir o setor.

Redação FESPA Brasil

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